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Tuesday, July 23, 2024

Presidente era conhecido como ‘carniceiro de Teerã’, diz professor

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O presidente do Irã, o ultraconservador Ebrahim Raisi, morto em um acidente de helicóptero, era um defensor ferrenho da Revolução Iraniana e conhecido como “carniceiro do Teerã” por participar de tribunais da morte com sentenças para fuzilar pessoas. A explicação é do professor de relações internacionais Leonardo Trevisan durante entrevista no UOL News da manhã desta segunda-feira (20).

O acidente que provocou a morte de Raisi ocorreu durante um pouso forçado perto da fronteira com o Azerbaijão neste domingo (19) e vitimou também o ministro das Relações Exterior, Hossein Amirabdollahian. As mortes têm gerado incertezas sobre o futuro político e econômico do país.

Endosso as palavras [de que ele era conhecido como] ‘carniceiro de Teerã’. (…) A sanção americana impedia que Raisi entrasse nos Estados Unidos, desde os anos 80, não é uma coisa nova. Principalmente em relação às mulheres.”

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A gente deve lembrar que foi no governo dele que aconteceu o assassinato, não tem outro nome, daquela jovem de 22 anos, Mahsa Amini. Porque estava com o véu mal colocado e foi presa pela polícia de costumes e acabou morta. Quando a gente olha para esse quadro, (…) veja bem, a repressão aos protestos por esse assassinato custaram mais de 500 mortos e isso a gente está falando de 2022.”Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais

Professor da PUC e da ESPM, Trevisan disse que Raisi era um juiz que obedecia os “princípios mais conservadores e ultraortodoxos iranianos e que foi eleito por isso”.

A gente precisa entender o sistema político iraniano. Sem entender, é mais difícil para entender a função dele. Ele era o executor das ordens do poder de fato no Irã, do aiatolá Khamenei, que tem uma espécie de ‘poder legislativo’. (…) O Raisi era o executor de todo esse poder. Isso não quer dizer que ele não tenha poder nesse processo. Tem sim, só que as decisões não são dele, são do aiatolá Khamenei. (…) ”

Inclusive nos anos 80 ele participou dos famosos comitês de morte, daquelas sentenças horríveis de milhares de pessoas fuziladas. No Irã, internamente, ele era um defensor ferrenho daquela ordem teocrática da Revolução Iraniana. ”

O climatologista e colunista do UOL Carlos Nobre disse que já passou da hora de o Brasil adotar medidas de prevenção e educar a população para minimizar os efeitos de tragédias como a que devastou o Rio Grande do Sul.

Os eventos extremos de chuva muito forte aumentam em todo mundo, mas também foram previstos no Brasil e na região Sul. Se o país já tivesse de fato implementado uma política de adaptação, já deveríamos estar preparando muitas populações com aqueles estudos de 2014.”

Em 2016, o Ministério do Meio Ambiente colocou qual seria uma política de adaptação, mas praticamente não implementamos nada. Não podemos esperar mais. Agora, tem que haver política de adaptação em todo o Brasil.”

Esse evento no Rio Grande do Sul mostra o desafio que é. São centenas de bilhões de reais para criar locais seguros para esse grande número de gaúchos, e tem que se olhar isso para o Brasil todo.”

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